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![]() Lisboa, 26 Jan (Lusa) - Os portugueses v'o poder assistir pela primeira vez, na pr'xima semana, a uma demonstra''o, em Lisboa, das Falungong, movimento de inspira''o budista, duramente perseguido na China. Um casal de adeptos do movimento, de uma delega''o sueca que se deslocou a Portugal com o objectivo de denunciar a repress'o exercida sobre o grupo na China, far' uma demonstra''o desta pr'tica chinesa na ter'a e quarta-feira no Gin'sio Clube Portugu's. Em declara''es ' Ag'ncia Lusa, Peter e Bolette Ebertz justificaram a vinda a Lisboa e a decis'o de mostrarem os exerc'cios principais deste movimento, fundado h' uma d'cada por um mestre de artes marciais com alegados poderes divinos, com o facto de Portugal ser o pa's europeu com menos seguidores. Apesar de poucos, a Lusa conseguiu encontrar um praticante portugu's, Bernardo Nogueira, que se rendeu ao movimento h' tr's anos. Director comercial, Bernardo Nogueira, 30 anos, teve o primeiro contacto com esta pr'tica chinesa atrav's de um amigo neurologista espanhol docente na universidade norte-americana de Stanford, decidido a procurar as respostas" que n'o encontrava na medicina ocidental. Embora n'o tenha ficado conquistado de imediato, o jovem portugu's acabou por se render aos efeitos "relaxantes" desta pr'tica depois de ler o "Zhuan Falun", principal documento sobre este "movimento espiritual". Os cinco exerc'cios que comp'em a Falungong fizeram desaparecer "numa semana" as dores que sentia devido ' sua h'rnia discal, motivo pelo qual "aconselha vivamente" todas as pessoas a seguirem o seu exemplo. "Sensa''o 'nica de relaxamento", "abstrac''o total", "abandono do pensamento", foram algumas das express'es que utilizou para caracterizar os benef'cios desta pr'tica. Apesar de os exerc'cios serem normalmente praticados, na China e em outros pa'ses, em grupo e ao ar livre, Bernardo f'-los em casa, considerando que n'o "h' necessidade de ser praticado com outras pessoas". Esta op''o deve-se tamb'm ao facto de n'o conhecer mais praticantes portugueses, ' excep''o da namorada e alguns amigos, a quem j' conseguiu convencer das "vantagens" da "modalidade". Al'm destes s' conheceu alguns adeptos nos Estados Unidos. Confrontado pela Lusa sobre as "den'ncias" de tortura contra elementos do movimento na China feitas pela delega''o sueca, manifestou "revolta total". Explicou, corroborando o que disse a delega''o sueca, que a Falungong ' uma pr'tica "totalmente gratuita", sem "qualquer afinidade pol'tica" ou "milit'ncia". "N'o ' uma seita" religiosa como Pequim acusa. Tornada p'blica em 1992 na China e inspirada em antigos costumes chineses semelhantes ao Chi-Gong, esta pr'tica, tamb'm conhecida como Falun Dafa, tem como princ'pios "a Verdade, a Benevol'ncia e a Toler'ncia". Inicialmente apoiada pelo presidente chin's, Jiang Zemin, que a tentou relacionar com o movimento Chi-Gong, avalizado por Pequim - conta Bolette Ebertz -, as Falungong foram interditadas em 1999 "quando o seu n'mero de seguidores ultrapassou o n'mero de militantes do Partido Comunista". Instada pela Lusa, Teresa Nogueira, presidente da AI em Portugal, com quem a delega''o se encontrou em Lisboa, criticou a "repress'o tremenda" contra os praticantes das Falungong, considerando que a pr'tica desta "modalidade" ' "uma quest'o de liberdade de express'o". A ac''o da sec''o portuguesa vai, por isso, integrar-se na "campanha mundial" da organiza''o sobre a Tortura na China, no 'mbito da qual apresentar' aos "governantes chineses" casos de pessoas detidas e torturadas. A Comiss'o das Na''es Unidas para os Direitos Humanos aprovou o ano passado uma resolu''o em que apela ao "governo chin's para libertar todas as pessoas inocentes que foram detidas por exercerem pacificamente direitos de liberdade de express'o internacionalmente reconhecidos". O movimento Falungong foi proibido na China, em 1999, sob a acusa''o de constituir "uma seita demon'aca" e "amea'ar a estabilidade social". |